Pesquisar este blog

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Estado e Igreja

A igreja tinha muita influencia nas vidas das pessoas na alta idade media,mais essa influencia continua ate os dias de hoje.Na idade media da Europa do sec XII a igreja catolica exercia muito poder sobre o Estado,e essa realidade não foi diferente no Brasil.
No Brasil não podemos estudar politica brasileira,separando-a da igreja.O brasil era tão catolico que a constituicao de 1824 reconheceu esse fato no art 5"A religião catolica,apostolica,romana continua a ser a religião de Império".No império deu-se inicio ao poder civil e poder eclesiastico.Atraves da constituicao de 1934 promulgada por Getulio Vargas ouve uma separacao entre Estado e a Igreja,artigo 17"É vedado a União aos Estados,ao Distrito Federal e aos Municipios: estabelecer, subvencionar ou embaraçar o exercio dos cultos religiosos" conteúdo que se manteve na continuicao de 1988.Mais apesar dessa separação a igreja não deixou de exercer poder sobre o Estado.
A respeito das religiãos Hobbes dizia que a igreja e o Estado são "dois nomes diferentes" da mesma coisa, assim igreja passou a ser reconhecida como uma instituição do Estado.Marx diz que o Estado pode emancipar-se da religião mais não por completo,uma vez que o povo,como elemento essencial daquele, não deixara de ser fiel a sua religião. No sec XX o sociólogo norte-americano J.Milton Yinger trata em seu livro a profunda relação que existe entre a igreja e Estado e afirma que a igreja é um instrumento de coesão supranacional.Para esse autor as grandes religiões,como a católica tem um papel cada vez mais politico-social uma vez que as igrejas tomaram a consciência de que o bem-estar espiritual dos fiés esta profundamente ligado a felicidade material ésta por sua vez, encontra-se relacionada com a finalidade do Estado:o bem comun
O poder político influencia e recebe influencia sócio econômico e cultural e consequentemente jurídico por parte da igreja.Hoje a Igreja no Brasil tem desempenhado o papel citado por Yinger, assim ésta deve ser vista como uma sociedade política,pois sua finalidade imediata varia de acordo com o momento ao passo que a mediata será sempre a realização espiritual,a salvação de seus fies.Uma das grandes ações promovidas pela igreja concentra-se no campo da assitência social tais como: pastorais de saúde o apoio a campanhas contra a fome,ao desarmamento,aos flagelos da seca nordestina e o combate a pobreza,entranto também no campo da cultura a igreja abre discussão sobre a ciência,Papa João Paulo II fala que deve-se conciliar razao e religião como a melhor maneira de alcançar conhecimento verdadeiro.Ao citar Santo Agostinho afirma que; a luz da razão e a luz da fé provem ambas de Deus, por isso nãoi se podem contradizer entre se...desse modo, a fé não teme a razão, mas solicita-a e nela confia.
Num dos caso mais recentes de relacões da igreja na politica brasileira,seria em um acontecimento recente sobre a aprovacão do kit anti-homofobia a pressão da bancada religiosa no congresso nacional em maio desse ano, foi fundamental para que a Presidente Dilma Rousseff determinasse ,a suspensão da produção de material anti-homofobia que seria distribuido nas escolas de rede publica de ensino.Hoje no Brasil a bancada religiosa é uma das que mais se opõe a união homo afetiva ,e em casos como o do deputado João Campos presidente da frente parlamentar evangélica que deseja incluir na legislação uma lei para impedir que igreja sejam obrigadas a celebrar o casamento entre homossexuis.
Vendo isso podemos concluir que a igreja busca incessantemente a consecuções de diversos fins, não só,os relacionados aos aspectos espirituais.Cada dia mais, a igreja tem se envolvido em aspectos politicos, jurídicos, econômicos, sócias e assitencia e como foi dito anteriormente por grandes autores a igreja sempre fará parte da política de uma sociedade.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Democracia Participativa.


             A Democracia Participativa, soma em sua essência o poder político dos cidadãos de debater em esfera pública com igual participação. Assim resultando no verdadeiro significado da palavra Democracia, ou seja, o poder do povo. Também visto que Aristóteles descreve-a como sendo a tirania das massas, a qual busca um bem comum. Em exemplo na Grécia antiga, aonde era realizada a Isegoria, reuniões onde havia igualdade de direito a palavra entre os cidadãos.
            A Constituição Brasileira de 1988 traz em seu bojo a qualificação de que o país faz-se uma República de Regime Democrático de Direito, no qual o povo tem o poder de eleger de forma direta seu representante, resultando em uma Democracia Representativa.  
            A Democracia Participativa tem como principais mecanismos. O plebiscito, mecanismo de consulta popular, onde há a convocação de cidadãos, os quais devem votar em aprovar ou não certa questão de interesse público. O referendo também se da pelo voto, porém ligado a uma questão governamental. E a iniciativa popular, a qual a população apresenta projeto de leis que serão votadas pelos eleitores.
            Segundo o artigo “Construção e consolidação de instituições democráticas”, de Célia Souza Professora da Universidade Federal da Bahia, uma forma de aumentar a participação da população no processo decisório das políticas públicas, fortalecendo as instituições democráticas é a do orçamento participativo, o qual cidadãos participam de decisões sobre o orçamento público.
            Já o Professor Doutor José Luiz Quadros de Magalhães, nos traz em seu artigo, “A crise da Democracia Participativa”, uma crítica ao poder de controle e a manipulação da mídia global, que pode interferir e direcionar o processo dialógico de construção de uma democracia global, sendo esta vítima de marketing.